Um reset para a mente, o corpo e a consciência
E se fosse possível abrandar a mente sem ter de lutar contra os pensamentos?
E se, em vez de tentarmos controlar tudo aquilo que pensamos, pudéssemos simplesmente criar espaço?
Espaço para respirar.
Espaço para descansar.
Espaço para deixar ir aquilo que já não precisamos de carregar.
Espaço para olhar para a nossa vida sem tantos filtros, julgamentos e limitações.
E se fosse possível fazer um reset?
Não apagar a nossa história.
Não esquecer quem somos.
Não deixar de sentir.
Apenas criar espaço para algo diferente.
É este o convite que encontro nas Barras de Access Consciousness®.
Uma técnica suave de toque em 32 pontos da cabeça que convida ao relaxamento profundo e que, dentro da filosofia do Access Consciousness, procura facilitar a libertação da carga associada a pensamentos, crenças, decisões, emoções e padrões que fomos acumulando ao longo da vida.
Para mim, as Barras podem ser entendidas como uma espécie de reset.
Não um reset literal do cérebro, mas um momento em que paramos, desligamos do excesso de informação e permitimos criar espaço para novas possibilidades.
Como surgiram as Barras de Access?
As Barras foram desenvolvidas por Gary Douglas, no início da década de 1990, e constituíram a primeira ferramenta do sistema Access Consciousness.
Posteriormente, o trabalho foi desenvolvido em conjunto com Dain Heer, dando origem a um conjunto mais amplo de ferramentas e processos relacionados com consciência, escolha e possibilidades.
Ao contrário de práticas como a Reflexologia ou a Aromaterapia, que têm raízes em tradições muito antigas, as Barras são uma abordagem relativamente recente.
E talvez uma das razões pelas quais tantas pessoas se identificam com elas seja precisamente a forma como abordam uma realidade muito presente na nossa vida atual:
o excesso.
Excesso de pensamentos.
Excesso de informação.
Excesso de preocupações.
Excesso de expectativas.
Excesso de julgamentos.
Excesso de coisas que sentimos que temos de controlar.
As Barras foram a primeira ferramenta do Access Consciousness e continuam a ser uma das formas mais conhecidas de entrar em contacto com esta abordagem.
O que são, afinal, as Barras?
As Barras são constituídas por 32 pontos localizados na cabeça, que são tocados suavemente durante uma sessão.
Segundo a abordagem do Access Consciousness, estes pontos estão associados a diferentes áreas da nossa vida e experiência, como dinheiro, criatividade, controlo, comunicação, consciência, corpo, alegria, cura, envelhecimento, sexualidade e outras dimensões.
Através do toque suave nesses pontos, procura-se criar um espaço onde possamos libertar ou suavizar a carga associada a pensamentos, crenças, decisões, emoções e padrões que fomos acumulando.
É como se tivéssemos um computador com demasiadas janelas abertas.
Uma janela para aquilo que aconteceu ontem.
Outra para aquilo que pode acontecer amanhã.
Outra para aquilo que alguém disse.
Outra para aquilo que achamos que devíamos ter feito.
Outra para aquilo que temos medo que aconteça.
Outra para aquilo que precisamos de resolver.
E outra, e outra, e outra…
A determinada altura, o sistema fica sobrecarregado.
As Barras podem ser vistas como uma oportunidade para fechar algumas dessas janelas, libertar espaço e permitir que o sistema respire novamente.
Um reset — mas sem apagar quem somos
Gosto particularmente da palavra reset porque torna simples aquilo que, por vezes, é difícil de explicar.
Um reset não precisa de significar apagar tudo.
Pode simplesmente permitir que um sistema pare, reorganize e volte a funcionar de outra forma.
É assim que gosto de apresentar as Barras.
Não como uma forma de apagar memórias.
Não como uma maneira de esquecer o passado.
Não como uma promessa de eliminar problemas.
Mas como um momento em que podemos parar de carregar tudo da mesma maneira.
Podemos criar espaço.
E, quando existe espaço, podem surgir novas possibilidades.
E o que significa “desbloquear”?
Falamos muitas vezes de estar bloqueados.
“Estou bloqueada.”
“Não sei o que fazer.”
“Parece que estou sempre a repetir o mesmo.”
“Sei que quero mudar, mas não consigo.”
“Tenho medo de dar o passo.”
“Não consigo desligar.”
“Estou presa neste pensamento.”
Quando falamos em desbloquear através das Barras, não significa que alguém vai encontrar um botão secreto e retirar o bloqueio.
É antes um convite para suavizar aquilo que nos mantém presos a determinadas formas de pensar, sentir e agir.
Porque muitas vezes não estamos bloqueados pela falta de possibilidades.
Estamos bloqueados pela quantidade de conclusões que já tirámos sobre aquilo que é ou não é possível.
“Eu sou assim.”
“Eu não consigo.”
“Isto nunca vai mudar.”
“É demasiado tarde.”
“Não tenho escolha.”
“Tenho de fazer isto.”
“Tenho de ser daquela maneira.”
E se nenhuma dessas frases fosse uma verdade absoluta?
E se houvesse outra possibilidade?
Como é uma sessão de Barras?
Uma sessão é simples.
A pessoa deita-se confortavelmente, normalmente vestida, e o terapeuta toca suavemente nos diferentes pontos da cabeça.
Não é necessário fazer esforço.
Não é necessário concentrar-se.
Não é necessário saber meditar.
Não é necessário falar sobre aquilo que está a acontecer.
E não é necessário acreditar em nada específico para poder simplesmente experimentar.
Durante uma sessão, algumas pessoas relaxam profundamente e adormecem.
Outras permanecem acordadas.
Algumas sentem calor, frio, formigueiro, pulsações ou outras sensações.
Outras sentem emoções.
Outras têm pensamentos, imagens ou memórias.
E há ainda quem não sinta nada de extraordinário.
Tudo isso é válido.
Não existe uma forma certa de receber Barras.
O que pode proporcionar a nível físico?
As Barras são frequentemente procuradas pela sua capacidade de proporcionar uma experiência de profundo relaxamento e pela sensação de descanso que muitas pessoas associam às sessões.
Podem proporcionar:
- relaxamento profundo;
- sensação de descanso;
- diminuição da sensação de tensão e sobrecarga;
- sensação de leveza;
- maior consciência corporal;
- uma pausa do ritmo acelerado do quotidiano;
- sensação de tranquilidade;
- um momento de recuperação e autocuidado;
- sensação de maior energia e vitalidade.
Quando estamos constantemente em atividade, o corpo pode permanecer num estado de tensão durante muito tempo.
Por vezes, aquilo de que mais precisamos não é de fazer mais alguma coisa.
É de parar.
E uma sessão de Barras pode proporcionar precisamente esse espaço.
E a nível emocional?
É aqui que muitas pessoas encontram uma dimensão especialmente interessante das Barras.
Ao longo da vida, vamos acumulando experiências.
Mas também vamos acumulando interpretações dessas experiências.
Criamos histórias sobre quem somos.
Sobre o que merecemos.
Sobre aquilo que podemos fazer.
Sobre aquilo que não podemos fazer.
Sobre o que os outros pensam de nós.
Sobre como “devemos” viver.
E algumas dessas ideias podem tornar-se tão automáticas que deixamos de perceber que são apenas pensamentos — e passamos a tratá-los como verdades.
As Barras convidam a criar espaço para olhar para tudo isso de outra forma.
Podem acompanhar processos de:
- maior consciência emocional;
- libertação de tensão acumulada;
- questionamento de crenças limitadoras;
- redução da sensação de sobrecarga mental;
- maior leveza;
- abertura a novas perspetivas;
- reconexão com aquilo que realmente queremos;
- maior disponibilidade para fazer escolhas diferentes.
Não significa que uma sessão vá resolver uma situação emocional.
Mas pode proporcionar um espaço onde deixamos de estar tão agarrados a ela.
E, por vezes, isso muda a forma como conseguimos olhar para aquilo que estamos a viver.
O corpo e as emoções também fazem parte do processo
Não somos uma cabeça que pensa e um corpo que simplesmente executa.
O que sentimos pode refletir-se no corpo.
E aquilo que sentimos no corpo também pode influenciar o nosso estado emocional.
Quando estamos preocupados, podemos sentir tensão.
Quando estamos sobrecarregados, podemos sentir cansaço.
Quando estamos emocionalmente exaustos, podemos ter dificuldade em descansar.
Por isso, uma experiência de relaxamento profundo pode ser sentida não apenas na mente, mas também no corpo e nas emoções.
É por isso que as Barras podem ser vividas como uma experiência que envolve corpo, mente, emoções e consciência.
Não precisamos de separar aquilo que somos em partes.
Somos um todo.
Libertar padrões e crenças
Ao longo da vida vamos acumulando ideias sobre nós próprios.
“Eu sou assim.”
“Eu nunca consigo.”
“Não tenho sorte.”
“Não posso.”
“É demasiado tarde.”
“Tenho de controlar.”
“Tenho de agradar.”
“Tenho de ser forte.”
Muitas destas ideias começam por ser experiências, opiniões ou conclusões de outras pessoas e, com o tempo, passam a fazer parte daquilo que acreditamos ser.
As Barras trabalham precisamente dentro desta perspetiva: criar espaço para questionar aquilo que tomámos como verdade absoluta.
Não se trata de apagar a nossa história.
Trata-se de perceber que a nossa história não precisa necessariamente de determinar o nosso futuro.
Não é apagar quem somos.
É criar espaço para deixarmos de ser apenas aquilo que aprendemos a ser.
E se houvesse outra possibilidade?
Esta é uma das perguntas que mais gosto de associar às Barras.
Quando estamos presos a um problema, normalmente procuramos uma solução dentro das possibilidades que já conhecemos.
Mas e se a resposta estiver numa possibilidade que ainda não conseguimos ver?
E se aquilo que acreditamos ser impossível não for assim tão definitivo?
E se pudéssemos escolher diferente?
E se pudéssemos deixar de viver apenas a partir das nossas conclusões passadas?
As Barras podem ser um convite para abrir esse espaço.
Não para alguém nos dizer o que fazer.
Mas para podermos ouvir melhor aquilo que nós próprios sabemos.
Não precisas de falar sobre tudo
Uma das características que muitas pessoas apreciam nas Barras é que não precisam necessariamente de contar a sua história.
Não é preciso explicar tudo o que aconteceu.
Não é preciso justificar o que sentimos.
Não é preciso encontrar a origem de cada problema.
Não é preciso analisar constantemente.
Podemos simplesmente deitar-nos e receber.
Para algumas pessoas, isso é profundamente libertador.
Porque existem momentos em que já passámos demasiado tempo a pensar.
E talvez aquilo de que precisamos seja simplesmente parar de pensar por algum tempo.
Para quem podem ser indicadas?
As Barras podem ser procuradas por pessoas que:
- sentem excesso de pensamentos;
- vivem períodos de stress ou sobrecarga;
- têm dificuldade em desligar;
- sentem necessidade de fazer uma pausa;
- estão a atravessar mudanças;
- sentem que repetem determinados padrões;
- querem questionar crenças limitadoras;
- procuram maior consciência de si;
- desejam criar espaço para novas possibilidades;
- simplesmente sentem que precisam de parar e receber.
Não é necessário estar a passar por uma crise para experimentar Barras.
Não precisamos de esperar até estarmos completamente esgotados para fazer um reset.
Podemos simplesmente escolher cuidar de nós.
Quem pode fazer?
As Barras são uma técnica suave e não invasiva e podem ser recebidas por muitas pessoas.
Ainda assim, cada situação deve ser considerada individualmente.
É importante informar o terapeuta sobre condições de saúde relevantes, traumatismos recentes na cabeça ou pescoço, cirurgias recentes ou qualquer situação que possa tornar desconfortável permanecer deitada durante uma sessão.
No caso de crianças, idosos ou pessoas com condições específicas, a abordagem deve ser adaptada.
E existe algo que considero fundamental:
a pessoa está sempre no comando da sua experiência.
Pode falar.
Pode pedir para parar.
Pode mudar de posição.
Pode simplesmente descansar.
Receber também é uma escolha.
Quando não deve substituir outros cuidados
As Barras são uma ferramenta complementar de bem-estar e consciência.
Não substituem consultas médicas, acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, nem tratamentos prescritos.
Se existe uma doença, um sintoma persistente ou uma situação que necessita de avaliação profissional, essa avaliação deve acontecer.
As Barras podem caminhar ao lado de outros processos de cuidado, mas não precisam de competir com eles.
Para mim, uma abordagem verdadeiramente holística não é escolher entre uma coisa ou outra.
É saber quando cada ferramenta pode ser útil.
O que torna as Barras tão especiais?
Talvez seja precisamente a sua simplicidade.
Não precisas de fazer nada.
Não precisas de compreender tudo.
Não precisas de resolver nada.
Não precisas de chegar a nenhum estado especial.
Durante algum tempo, podes simplesmente receber.
E, num mundo onde estamos constantemente a ser chamados para fazer, decidir, produzir e controlar, receber pode ser uma experiência profundamente transformadora.
As Barras como convite à escolha
Para mim, esta é uma das dimensões mais interessantes das Barras.
Não se trata apenas de “tirar coisas da cabeça”.
Trata-se de criar espaço para perceber que podemos escolher de forma diferente.
Podemos questionar aquilo que sempre considerámos inevitável.
Podemos deixar de nos definir apenas pelo passado.
Podemos olhar para uma situação e perguntar:
O que mais é possível aqui?
Essa pergunta pode parecer simples.
Mas pode abrir uma porta.
Um momento para simplesmente receber
Estamos habituados a fazer.
A resolver.
A decidir.
A cuidar.
A produzir.
A controlar.
As Barras convidam-nos para o movimento contrário:
parar e receber.
Durante uma sessão não tens de ser melhor.
Não tens de mudar.
Não tens de atingir nenhum estado especial.
Podes simplesmente estar.
E talvez, nesse silêncio, descubras que não precisavas de mais uma resposta.
Precisavas apenas de mais espaço para ouvir a tua própria consciência.
O meu olhar sobre as Barras de Access
Vejo as Barras como uma ferramenta de relaxamento, desbloqueio, consciência e abertura a novas possibilidades.
Uma experiência muito simples no exterior — um toque suave em 32 pontos da cabeça — mas que pode ser profundamente diferente para cada pessoa.
Para algumas pessoas, pode ser simplesmente uma hora de relaxamento.
Para outras, pode representar um momento de libertação emocional.
Para outras ainda, pode ser o início de uma nova forma de olhar para si próprias e para as escolhas que estão a fazer.
Não existe uma experiência igual.
E talvez essa seja precisamente a beleza das Barras:
não vêm dizer-te quem deves ser.
Convidam-te a descobrir quem podes escolher ser.
Porque talvez um reset não seja começar tudo de novo.
Talvez seja simplesmente libertar espaço para podermos escolher de novo.
E se, por alguns momentos, pudesses simplesmente deixar de carregar tudo aquilo que tens carregado?
O que escolherias criar a partir desse espaço?
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